Refrigerar tenda no deserto custou mais caro que a NASA inteira
Em 2011, o general reformado Steven Anderson, que foi o principal logístico do general Petraeus no Iraque, revelou à rádio NPR que o Departamento de Defesa dos EUA gastava cerca de US$ 20,2 bilhões por ano só pra climatizar tendas e estruturas temporárias no Iraque e no Afeganistão. O valor superava o orçamento anual inteiro da NASA na época.
O motivo do custo estratosférico não era só o ar condicionado em si, mas a logística pra manter ele funcionando. Levar combustível até postos isolados no Afeganistão exigia transporte por centenas de quilômetros em estradas precárias, com comboio escoltado, já que virou alvo frequente de ataque. Segundo Anderson, mais de mil soldados morreram nessas operações de transporte de combustível.
Vale o contraponto: o próprio Pentágono contestou publicamente o número de Anderson, e parte da crítica é que o cálculo dele soma outros custos de infraestrutura e segurança, não só a climatização em si. Mesmo assim, o caso ficou famoso e ajudou a acelerar o uso de isolamento térmico em tendas militares, reduzindo a necessidade de refrigeração.
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